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Usuario Anônimo 28/07/2026
#52636
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Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

Seu exame mostra uma fratura do osso temporal direito, acometendo as porções escamosa e mastoidea, com envolvimento do tegmen timpânico. Trata-se de um caso sério e poderá evoluir para serias complicações, tais como meningites bacterianas e abscessos cerebrais.

O radiologista acrescenta uma observação muito importante: “mediante indicação clínica, o estudo de cisternografia direcionado poderá trazer maiores subsídios diagnósticos”. Além disso, existe conteúdo nas células mastoideas direitas, compatível com hemossinus/secreção pós-traumática.

O ponto fundamental é este: a tomografia não demonstrou uma fístula liquórica, mas também não a excluiu. Tanto que o próprio laudo recomenda que, se houver suspeita clínica, seja realizada uma cisternografia, justamente porque esse exame é mais sensível para detectar um vazamento de líquor.

No seu caso, existe uma combinação que merece muita atenção:

-fratura do osso temporal envolvendo o tegmen timpânico;

-saída de secreção transparente pelo ouvido;

-secreção pelo nariz;

-cefaleia importante;

-tonturas persistentes;

-piora dos sintomas após retornar ao trabalho.

Esses achados justificam uma nova avaliação médica, mesmo que anteriormente o neurocirurgião tenha concluído que não havia indicação cirúrgica. O fato de não precisar de cirurgia não significa que não possa existir uma complicação que necessite investigação.


O QUE FAZER: 

Não aguarde meses por uma consulta ambulatorial. Procure logo um hospital com otorrinolaringologista e neurocirurgião, levando: esta tomografia; todos os exames anteriores; informando claramente que houve saída de líquido transparente pelo ouvido após uma fratura do osso temporal.

É muito provável que a equipe considere a necessidade de: cisternografia (como sugerido no próprio laudo) e teste para confirmar se a secreção é realmente líquor.

Respondido em 29/07/2026
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Usuario Anônimo 27/07/2026
#52635
Respondido por:
Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

Esses sintomas podem ocorrer em situações como:

-Uretrite,

-Infecção urinária (menos comum em homens jovens, mas possível).

-Prostatite.

-Irritação ou inflamação da uretra sem infecção ativa.

-Bexiga hiperativa ou outras causas urológicas, caso a infecção já tenha sido tratada.

A nitrofurantoína costuma ser indicada para infecção urinária da bexiga, mas não é eficaz para uretrite nem penetra bem na próstata. Já a combinação de azitromicina e doxiciclina cobre algumas causas de uretrite, porém nem todas. Algumas bactérias, especialmente Mycoplasma genitalium, podem ser resistentes a esses medicamentos. 

E AGORA?

O ideal é consultar um urologista. Dependendo da sua história, ele poderá solicitar:

-Exame de urina (EAS).

-Urocultura.

-Teste molecular (PCR) da primeira urina ou do corrimento para ISTs, incluindo clamídia e gonorreia.

-Avaliação da próstata, se houver suspeita de prostatite.


Enquanto isso:

-Beba água normalmente, sem exageros.

-Evite iniciar outro antibiótico por conta própria, pois isso pode dificultar o diagnóstico.

-Se houve relação sexual desprotegida nas semanas anteriores ao início dos sintomas, informe isso ao médico, pois muda bastante a investigação. Nessa situação, também pode ser necessário avaliar e tratar o(a) parceiro(a).

Respondido em 29/07/2026
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Usuario Anônimo 26/07/2026
#52634
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Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

Em mulheres na pós-menopausa, mesmo quando não há sangramento, é aconselhável a retirada do pólipo (polipectomia histeroscópica). O risco de alterações pré-malignas ou malignas é maior após a menopausa do que em mulheres ainda menstruando.

Quanto à sua dúvida principal, em muitos casos é possível retirar o pólipo durante a própria histeroscopia.

Para um pólipo de 1,1 cm, em geral a retirada por histeroscopia é um procedimento relativamente simples e é considerada o tratamento de escolha.

Se você pretende fazer o procedimento na Medimagem, minha orientação seria: ligue ou mande mensagem para o Callcenter do Medclub. As atendentes vão esclarecer suas dúvidas e lhe fornecerão um orçamento completo. 

Mas fique tranquila, pois não há motivo para pensar que o pólipo seja câncer, especialmente porque você nunca apresentou sangramento, que é o sintoma mais comum quando existe alguma alteração mais preocupante. Mesmo assim, a retirada é a conduta mais prudente justamente para eliminar a lesão e obter o diagnóstico definitivo.

Respondido em 28/07/2026
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Usuario Anônimo 24/07/2026
#52633
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Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

A partir do que você relata, tudo indica que você sofreu um BAROTRAUMA no ouvido. Você precisa fazer avaliação por um otorrinolaringologista, o mais rápido possível, para realizar uma otoscopia e, se necessário, uma audiometria e timpanometria. Esses exames permitem verificar se há disfunção da trompa de Eustáquio, líquido no ouvido médio, perfuração do tímpano ou alguma lesão mais profunda.

Ligue ou mande mensagem para o Callcenter do Medclub (3131.1881), esclareça suas dúvidas e agende sua consulta.


Respondido em 28/07/2026
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Usuario Anônimo 24/07/2026
#52632
Respondido por:
Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

Sim, basta que essa pessoa leve aquele comprovante que você recebeu na clínica. Ou então levar uma foto do seu documento de identidade.

Respondido em 25/07/2026
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Usuario Anônimo 24/07/2026
#52631
Respondido por:
Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

Se a tala está machucando a pele; muito folgada; escorregando; quebrada ou deformada; causando dor por pressão: ela pode precisar ser refeita ou ajustada. 

Uma tala mal ajustada pode tanto provocar feridas quanto deixar de imobilizar adequadamente o membro operado.

O mais seguro é que a troca seja realizada por um profissional, como em: pronto-socorro; ambulatório de ortopedia; clínica de imobilização ortopédica; consultório do cirurgião ou ortopedista que realizou a cirurgia.

Respondido em 25/07/2026
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Usuario Anônimo 24/07/2026
#52630
Respondido por:
Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

Com as informações apresentadas é possível concluir que:

-sua função hepática está totalmente normal;

-há ausência de hepatite viral ativa;

-háausência de sequelas laboratoriais;

-houve recuperação completa da sua doença de 3 anos atrás.

Por isso, eu não identifico uma contraindicação hepática ao uso do Mounjaro.

O episódio de 2023 continua compatível com uma hepatite aguda, mas, pelos resultados dos exames acima, é pouco provável que tenha sido hepatite A ou hepatite B. Uma hepatite medicamentosa, uma infecção viral não A/B/C ou outra causa transitória tornam-se hipóteses relativamente mais prováveis.

Mas nada disso impede que você use Monjaro.

Respondido em 25/07/2026
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Usuario Anônimo 24/07/2026
#52629
Respondido por:
Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

Se foi uma consulta feita pelo Medclub, ligue para nosso Whats (3131.1881): as atendentes vão resolver seu problema. Depois me diga se deu certo.

Respondido em 25/07/2026
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Usuario Anônimo 23/07/2026
#52628
Respondido por:
Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473

Se você disser à atendente/recepcionista do Medclub 2 que precisa receber o resultado com urgência, ela cuidará para que você receba no mesmo dia. Se não for urgente, o resultado será entregue no dia seguinte.

Respondido em 25/07/2026
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Usuario Anônimo 23/07/2026
#52627
Respondido por:
Dr. José Cerqueira Dantas
Dr. José Cerqueira Dantas CRM - 473
#52627
23/07/2026
Doutor, meu pai tem 67 anos, é diabético, hipertenso e portador de insuficiência renal crônica, porém ainda não faz diálise. A diabetes dele está controlada.
Tudo começou quando ele pisou em um espinho de limão, que perfurou a sola do pé. Cerca de 4 dias depois, o pé ficou bastante inchado e ele apresentou febre e um episódio de confusão mental, motivo pelo qual o levamos à UPA. Na ocasião, ele foi atendido pelo médico, que prescreveu cefalexina.
Durante o uso da cefalexina houve melhora parcial, mas o problema não foi resolvido completamente. Após o término do tratamento, o pé voltou a inchar e a febre retornou, desta vez acompanhada de calafrios.
Na região onde ocorreu a perfuração, a pele ao redor foi ficando toda descolada ("fava"), formando uma bolha grande. Essa bolha rompeu espontaneamente e passou a drenar secreção purulenta. A lesão na unha do dedão foi causada pela própria unha, mas já está praticamente cicatrizada.
Ontem, devido ao retorno da febre com calafrios, ele foi reavaliado por outro médico, que prescreveu amoxicilina + clavulanato 875 mg/125 mg. Desde o início desse antibiótico, percebi que o inchaço diminuiu um pouco, porém ele ainda apresentou febre e calafrios hoje pela manhã. Ele consegue andar, mas está permanecendo mais deitado e mantendo o pé elevado para evitar esforço.
A área amarelada observada na foto é devido à aplicação de Rifocina, realizada antes da fotografia.
Gostaria da sua avaliação quanto à necessidade de investigação de abscesso, drenagem ou desbridamento, possibilidade de infecção profunda, inclusive osteomielite, e se a antibiótico atual é o mais adequado,considerando a falha do tratamento anterior e a insuficiência renal crônica.

O caso do seu pai é muito, MUITO SÉRIO. A minha impressão é de que seu pai precisa ser reavaliado com urgência em um hospital, por uma equipe que conte com cirurgia vascular e ortopedia, além do infectologista. Não será nada prudente apenas observar a evolução em casa esperando o antibiótico fazer efeito.  Veja bem: o pé do seu pai apresenta um edema importante, com áreas de coloração arroxeada, uma lesão plantar que parece corresponder ao local da perfuração e uma extensa área de descolamento da pele. Para mim isso caracteriza um ERISIPELA EM PÉ DIABÉTICO, NUM PORTADOR DE INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA, ASSOCIADA A PERFURAÇÃO PLANTAR, FEBRE, CALAFRIOS E CONFUSÃO MENTAL. Não pode existir uma somatória de ameaças mais terrível do que essa, pois podemos estar assistindo a uma SEPTICEMIA, que vem a ser a ante-sala da morte.  

Sobre suas perguntas: 

1. Há necessidade de investigar abscesso?

Sim. A drenagem espontânea de pus sugere que houve formação de coleção purulenta. Mesmo quando parte do pus drena, podem permanecer coleções profundas.

2. Existe indicação de drenagem ou desbridamento?

Sim, pois o tratamento apenas com antibiótico costuma ser insuficiente.

Em muitos pacientes diabéticos, a retirada do tecido infectado ou necrótico é decisiva para controlar a infecção.

3. Deve-se pensar em osteomielite?

Sim, porque houve perfuração plantar; a evolução já dura vários dias; houve recorrência após antibiótico e existe drenagem purulenta.

4. A amoxicilina-clavulanato é adequada?

Sim. Ela é uma boa opção para infecções leves a moderadas por mordidas ou perfurações. Mas neste caso existem fatores que podem exigir outra abordagem: falha clínica após um primeiro antibiótico; febre persistente; possibilidade de abscesso; possibilidade de osteomielite; diabetes;insuficiência renal. Nessas situações, há necessidade de antibiótico intravenoso.

5. Há risco de corpo estranho?

Sim. Espinhos vegetais podem permanecer alojados no pé e manter a infecção ativa.


EM RESUMO: CORRA, CORRA. Leve seu pai, ainda hoje, para um hospital com capacidade para internação. 

E depois me envie noticias. Me ajude a aprender

Respondido em 25/07/2026
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